A National Fisheries Institute (NFI), a principal associação comercial da indústria de pescados dos Estados Unidos, se prepara para um movimento estratégico em Washington: a defesa da manutenção do fluxo de importação de pescados brasileiros. O setor reagiu com preocupação às propostas de aumento generalizado de tarifas de importação (o chamado “Tarifaço”) sinalizadas pela administração Trump, que podem impactar severamente o custo de proteínas essenciais no mercado americano.
O Peso do Brasil no Prato Americano
O Brasil consolidou-se como um fornecedor crucial de pescados para os EUA, especialmente em itens como tilápia e lagosta. Para a NFI, a imposição de tarifas elevadas não apenas prejudica os exportadores brasileiros, mas pune diretamente o consumidor americano e as empresas de processamento e distribuição nos Estados Unidos que dependem dessa matéria-prima.
Em audiências públicas agendadas com representantes do comércio exterior, a associação pretende apresentar dados que comprovam que o pescado brasileiro não representa uma ameaça à produção doméstica, mas sim um complemento necessário para atender à demanda por alimentação saudável e acessível.
Impactos Econômicos e Segurança Alimentar
Especialistas do setor alertam que o “Tarifaço” pode gerar um efeito cascata:
- Aumento de Preços: Repasse imediato dos custos de importação para os cardápios de restaurantes e prateleiras de supermercados.
- Desabastecimento: Risco de redução na oferta de produtos específicos onde o Brasil detém liderança em qualidade e volume.
- Relações Bilaterais: Possíveis retaliações comerciais que podem afetar outros setores da economia.
A defesa da NFI marca um capítulo importante na resistência de setores industriais americanos contra políticas protecionistas extremas, destacando a interdependência das cadeias globais de suprimentos no século XXI.




