O Ministério Público do Trabalho (MPT) protocolou uma recomendação formal para que o Brasil proíba a comercialização e o uso do glifosato, o agrotóxico mais utilizado na agricultura mundial. A iniciativa baseia-se em estudos que associam o herbicida a riscos severos à saúde dos trabalhadores rurais e ao equilíbrio ambiental.
Por que o MPT pede a proibição?
O argumento central do MPT foca na proteção da saúde do trabalhador. Segundo o órgão, a exposição contínua ao glifosato está ligada ao desenvolvimento de patologias graves, incluindo linfomas e outras formas de câncer, conforme classificado pela Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (IARC), da OMS.
Impacto no Agronegócio Brasileiro
O glifosato é o pilar do controle de ervas daninhas em culturas como soja, milho e algodão. Uma eventual proibição exigiria uma transição rápida para métodos alternativos ou herbicidas menos tóxicos, o que gera debates intensos entre entidades de saúde e representantes do setor produtivo.
Cenário Internacional
Enquanto o Brasil discute a restrição, diversos países da União Europeia já impõem limites rigorosos ao uso da substância. O pedido do MPT reforça a tendência global de revisão sobre a segurança química no campo.
Referências: IARC/OMS, ANVISA, Ministério Público do Trabalho.




