Chicago, 7 de agosto de 2025 — Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) voltaram a registrar queda nesta quarta-feira, pressionados pela ausência da China entre os compradores da nova safra americana e pelas projeções otimistas para a produção nos Estados Unidos.
O contrato de setembro, referência para o mercado brasileiro, caiu 0,62%, encerrando o dia cotado a US$ 965,25 por bushel, enquanto o vencimento de novembro recuou 0,66%, fechando a US$ 984,25 por bushel.
China fora do mercado americano
A falta de sinalizações da China quanto ao interesse por grãos da nova safra norte-americana tem sido o principal fator de preocupação entre analistas. Apesar de a soja brasileira estar mais cara, o gigante asiático tem evitado novas compras dos EUA, aguardando avanços nas negociações comerciais bilaterais.
Segundo a consultoria Granar, essa ausência adiciona pressão aos preços, especialmente em um momento de guerra tarifária entre as principais economias globais.
Safra americana promissora
Outro fator baixista foi a divulgação das estimativas da consultoria StoneX, que apontam uma produtividade média de 3.605 quilos por hectare e uma produção total de 120,43 milhões de toneladas — números superiores aos divulgados pelo USDA no mês anterior.
Essa perspectiva de safra recorde reforça o cenário de oferta abundante, limitando reações altistas mesmo diante da volatilidade internacional.
Cenário global e tarifas
Além da ausência chinesa, o mercado também sente os efeitos das novas tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos. Entrou em vigor nesta quarta-feira uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, enquanto a Índia também será alvo de uma taxa adicional de 25% a partir do dia 27, como resposta às relações comerciais com a Rússia.
