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Piscicultura em Mato Grosso cresce, mas ainda depende de Rondônia para abastecer mercado interno

A piscicultura em Mato Grosso vive um momento de expansão, mas ainda enfrenta gargalos estruturais que limitam seu potencial. Em 2025, o estado produziu 45,7 mil toneladas de peixes cultivados, com predominância de espécies nativas (78,5%) e crescimento expressivo da tilápia (+17%).

Apesar das condições climáticas e hídricas favoráveis, 80% do pescado consumido internamente vem de Rondônia, revelando a dependência externa. Para mudar esse cenário, o governo estadual lançou o MT Produtivo, programa de US$ 100 milhões que busca fortalecer cadeias produtivas estratégicas, incluindo a piscicultura.

Parcerias com Embrapa, IFMT e Mapa também estão em andamento, como a revitalização da estação de piscicultura “Mais Vida” em Nossa Senhora do Livramento, que deve atender 1,5 mil famílias com fornecimento de alevinos e capacitação técnica.

Especialistas apontam que a tilápia é a espécie com maior potencial de crescimento, devido à logística e integração produtiva. No entanto, para que Mato Grosso se torne protagonista nacional, será necessário superar desafios como custos elevados de ração e energia, falta de crédito adequado e a fragmentação da cadeia entre produtores e frigoríficos.

Dados Referenciais

  • Produção total (2025): 45.700 toneladas (+2,65% vs 2024).
  • Espécies nativas: 35,5 mil toneladas (78,5%).
  • Tilápia: 8,3 mil toneladas (+17%).
  • Principais polos: Baixada Cuiabana, Médio Norte, Araguaia.
  • Municípios líderes em viveiros escavados: Nossa Senhora do Livramento (1.827 ha), Sorriso (1.186 ha), Cuiabá (825 ha).
  • Investimento MT Produtivo: US$ 100 milhões (Banco Mundial + Governo de MT).
  • Dependência externa: 80% do pescado consumido em MT vem de Rondônia.
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