A semana de 15 a 21 de setembro começa com atenção redobrada dos produtores de Sorriso e de todo Mato Grosso às cotações dos principais produtos do agro. Com o dólar em alta e o clima ainda instável, o mercado sinaliza movimentos cautelosos, especialmente para soja, milho e boi gordo.
Soja: estabilidade com viés de alta
A cotação da soja em grão (sc 60kg) em Sorriso está girando em torno de R$ 122,00, com leve tendência de alta devido à valorização do dólar e à demanda externa aquecida. No entanto, o atraso no plantio por falta de chuvas pode impactar o calendário da safra 2025/26, o que já começa a ser precificado pelo mercado.
Expectativa: produtores aguardam chuvas para iniciar o plantio e monitoram os preços futuros na Bolsa de Chicago, que seguem firmes.
Milho: pressão de oferta e retração nos preços
O milho seco (sc 60kg) está cotado a cerca de R$ 59,00 em Sorriso. A oferta elevada no mercado interno, somada à concorrência com o milho argentino, tem pressionado os preços. A exportação segue como alternativa, mas depende da logística e da competitividade cambial.
Expectativa: tendência de estabilidade ou leve queda, com foco na exportação para manter a rentabilidade.
Boi gordo: mercado firme, mas com cautela
O boi gordo (15kg) está cotado a R$ 270,00 em Sorriso. O mercado físico segue firme, sustentado pela demanda da indústria frigorífica e pela retomada das exportações para a China. No entanto, os custos de produção continuam elevados, exigindo gestão eficiente por parte dos pecuaristas.
Expectativa: manutenção dos preços com viés de alta, dependendo do ritmo das exportações e da oferta de animais terminados.
Outros produtos em destaque
- Algodão em pluma (15kg): cotado a R$ 145,00, com boas perspectivas de exportação
- Arroz sequeiro (sc 60kg): cotado a R$ 78,00, com demanda interna estável
Sorriso como termômetro do agro
Como maior produtor de grãos do Brasil, Sorriso continua sendo um termômetro estratégico para o mercado agropecuário nacional. As decisões tomadas pelos produtores da região influenciam diretamente as tendências de preço e o comportamento das tradings.
“O produtor está mais técnico, mais conectado e mais estratégico. As cotações são importantes, mas o planejamento é o que garante a rentabilidade”, afirma um consultor rural da região.
