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Mercosul e Bloco com Suíça e Noruega Fecham Acordo de Livre Comércio, e Chocolate Pode Ficar Mais Barato

O Mercosul e o bloco EFTA, formado por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein, celebraram um acordo de livre comércio que promete impulsionar o agronegócio brasileiro e reduzir preços de produtos como chocolate no mercado internacional. Anunciado oficialmente em julho, o acordo elimina tarifas de importação para produtos industriais e pesqueiros e estabelece cotas para produtos agrícolas, beneficiando diretamente as exportações brasileiras de cacau, café, carne bovina e frango.

O Brasil, maior exportador mundial de café, açúcar, suco de laranja, soja, carne bovina e frango, vê no acordo uma oportunidade estratégica para diversificar mercados, especialmente em um momento de tensões comerciais globais. A partir de 6 de agosto de 2025, os Estados Unidos implementarão tarifas de 50% sobre produtos agrícolas brasileiros, como café, carne e tilápia, que representam 7% das exportações do país (US$ 11 bilhões em 2024). O acordo com a EFTA, que inclui países com alta demanda por produtos de qualidade, pode compensar perdas e fortalecer a competitividade do agronegócio brasileiro.

Impactos no Agronegócio
O acordo prevê cotas de exportação para produtos agrícolas, com destaque para o cacau, cuja produção brasileira cresceu 5% em 2024, segundo a Conab. A redução de tarifas deve baratear chocolates e derivados no mercado europeu, beneficiando consumidores e aumentando a demanda por cacau brasileiro. Além disso, o Brasil poderá ampliar as exportações de café (3% das exportações para a UE) e carnes, que já representam 181.000 toneladas enviadas aos EUA apenas no primeiro semestre de 2025.

Contexto Global e Sustentabilidade
Com a COP30 marcada para novembro de 2025 em Belém, o Brasil enfrenta pressões por práticas agrícolas sustentáveis. O acordo com a EFTA reforça o compromisso do país com padrões ambientais elevados, já que os países do bloco exigem certificações rigorosas. O Plano ABC+ (2021-2030), que promove sistemas integrados de lavoura-pecuária-floresta, será destaque nas negociações, visando reduzir emissões de gases de efeito estufa e atrair investimentos.

Desafios e Oportunidades
Embora o acordo seja uma vitória para o agronegócio, que responde por 25% do PIB brasileiro (R$ 2,72 trilhões em 2024) e 49% das exportações, desafios persistem. A logística interna, com custos elevados de transporte e armazenamento, e a dependência de fertilizantes importados (75% do consumo nacional) pressionam os produtores. Ainda assim, a diversificação de mercados pode mitigar os impactos das tarifas americanas e posicionar o Brasil como líder na segurança alimentar global.

O acordo Mercosul-EFTA é um marco para o agronegócio brasileiro, sinalizando um futuro promissor para produtos como cacau, café e carnes, enquanto reforça a importância de práticas sustentáveis em um cenário de mudanças climáticas e comércio global.

Fonte: Adaptado com base em informações da Folha de S.Paulo e dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA).

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