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Mato Grosso investe em autonomia e sustentabilidade na cadeia de fertilizantes diante dos desafios de custos e importações

Mato Grosso, estado referência no agronegócio brasileiro, enfrenta um momento crucial na cadeia de fertilizantes, com altos custos dos insumos e dependência das importações que chegam a 85% do volume consumido. Para equacionar esses desafios, o governo local firmou uma parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e a Fundação Uniselva para a realização de um amplo estudo e diagnóstico da cadeia produtiva de fertilizantes no estado.

O objetivo é criar um “Hub de Fertilizantes” em Mato Grosso, vinculado ao Centro de Excelência Nacional em Fertilizantes, que visa ampliar a autonomia tecnológica e produtiva. O investimento previsto é de R$ 614,8 mil, com o apoio técnico da UFMT, para fomentar pesquisa, desenvolvimento tecnológico e uso de bioinsumos, alinhando competitividade com sustentabilidade ambiental.

Diante do atual cenário de preços elevados — com fertilizantes como o MAP (fosfato monoamônico) estando 91% mais caros que no período pré-pandemia — os produtores têm buscado alternativas para reduzir custos, como o uso de fertilizantes mais eficientes e produtos sustentáveis. Na Norte Show 2025, empresas destacaram avanços tecnológicos que prometem maior eficiência na aplicação e redução dos impactos ambientais.

Além disso, o estado aposta no fortalecimento da indústria local, incluindo a retomada da construção da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados da Petrobras em Três Lagoas, Mato Grosso do Sul, que visa ampliar a produção nacional de ureia e amônia, insumos estratégicos para a agricultura.

Esse conjunto de ações é essencial para garantir que Mato Grosso mantenha sua liderança na produção agrícola, equilibrando produtividade, segurança de abastecimento e menores impactos ambientais. A expectativa é que o diagnóstico e a implementação do hub tecnológico fomentem a inovação, reduzam a dependência do mercado externo e promovam uma agricultura cada vez mais sustentável no estado.

Esse movimento revela como o agronegócio mato-grossense busca não apenas superar os desafios imediatos do mercado de fertilizantes, mas também construir um futuro mais resiliente, eficiente e verde para a agricultura brasileira.

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