O que muda com as novas taxas
Os Estados Unidos revogaram a tarifa adicional de 40% que vinha sendo aplicada sobre mais de 200 produtos brasileiros. Entre os principais itens beneficiados estão:
• Carne bovina
• Café
• Frutas tropicais (como açaí e cacau)
• Produtos agrícolas processados
Essa decisão devolve os preços de exportação ao patamar anterior ao chamado “tarifaço” imposto em julho de 2025, tornando os produtos brasileiros mais competitivos no mercado norte-americano.
Quem vai se beneficiar
• Produtores rurais e exportadores: Mato Grosso, maior produtor de carne bovina e soja do Brasil, terá ganhos expressivos, já que o estado responde por cerca de 30% das exportações de carne bovina nacional.
• Indústria alimentícia: empresas que processam café, cacau e frutas tropicais terão maior acesso ao mercado norte-americano.
• Consumidores nos EUA: terão acesso a produtos brasileiros com preços mais baixos, ajudando a conter o custo de vida.
⚖️ Quem não terá mudança
• Produtos que não estavam incluídos na lista de exceções continuam sujeitos a tarifas.
• Setores industriais fora do agronegócio, como manufaturas e tecnologia, não foram contemplados.
• Exportadores de commodities não listadas ainda enfrentam barreiras comerciais.
Quando começa
A medida já está em vigor desde 13 de novembro de 2025, coincidindo com a reunião entre autoridades brasileiras e norte-americanas em Washington.
Dados relevantes
• Mais de 200 produtos foram beneficiados pela retirada da tarifa.
• A tarifa havia sido reduzida de 50% para 40% em outubro e agora foi totalmente revogada para os itens listados.
• Mato Grosso exportou em 2024 cerca de US$ 8 bilhões em carne bovina, sendo os EUA um dos principais destinos.
• A expectativa é de aumento de até 20% nas exportações de carne bovina do estado em 2026, segundo analistas do setor.
Relevância para Mato Grosso (MT)
O estado é protagonista no agronegócio brasileiro e será um dos maiores beneficiados pela medida. A retirada das tarifas abre espaço para:
• Expansão das exportações de carne bovina e soja.
• Maior competitividade frente a países concorrentes como Argentina e Austrália.
• Incremento na arrecadação estadual e geração de empregos no setor agroindustrial.
