Na manhã desta quinta-feira, 28 de agosto, um gesto concreto de solidariedade e compromisso com a dignidade humana ganha forma: a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em parceria com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), realiza um leilão público para adquirir 445,5 toneladas de alimentos. O objetivo? Montar 28.619 cestas básicas que serão distribuídas a famílias indígenas em situação de insegurança alimentar nos estados de Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
O que vai na cesta?
Cada cesta foi pensada para atender às necessidades nutricionais básicas, respeitando também hábitos alimentares regionais. Os itens incluem:
• Arroz beneficiado tipo 1: 120,96 toneladas
• Feijão cores tipo 1: 36,28 toneladas
• Farinha de trigo enriquecida: 33,46 toneladas
• Fubá de milho enriquecido: 24,19 toneladas
• Óleo de soja refinado: 40,92 toneladas
• Leite em pó integral: 53,35 toneladas
• Macarrão espaguete com sêmola: 57,66 toneladas
• Carne bovina salgada e dessecada (charque): 28,83 toneladas
• Erva-mate para tereré: 12,09 toneladas
• Açúcar cristal: 25,52 toneladas
Quem participa?
O leilão será realizado às 9h (horário de Brasília), na modalidade “viva-voz”, por meio do Sistema de Comercialização Eletrônica da Conab (Siscoe), com interligação às Bolsas de Cereais, Mercadorias e Futuros. Empresas fornecedoras cadastradas no Sicaf e no Sican poderão participar, desde que atendam aos requisitos dos editais.
Por que isso importa?
A ação faz parte do programa Distribuição de Alimentos a Grupos Populacionais Específicos (ADA) e atende à demanda da Funai, que acompanha de perto a realidade das comunidades indígenas. Em muitas aldeias, o acesso a alimentos básicos é limitado, agravado por fatores como isolamento geográfico, mudanças climáticas e falta de políticas públicas contínuas.
Segundo o Plano de Trabalho 04/2025, que viabiliza os recursos para essa operação, o foco é garantir segurança alimentar e nutricional a populações que historicamente enfrentam exclusão e vulnerabilidade.
Vozes que precisam ser ouvidas
Embora os dados sejam técnicos, por trás de cada número há histórias reais: mães que caminham quilômetros para buscar água potável, crianças que vão à escola sem ter comido, idosos que dependem da solidariedade da comunidade para sobreviver. A cesta básica não é apenas comida — é dignidade, é vida.
