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Trump enlouquece mercado de commodities com morde e (provável) assopra com a China

Depois de México e Canadá, presidente estadunidense estaria disposto a adiar tarifas também ao gigante asiático!

As negociações entre os Estados Unidos e a China para um possível adiamento da imposição de novas tarifas comerciais impulsionaram as cotações agrícolas na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) no final no pregão de hoje (dia 4).

A movimentação no mercado foi imediata, refletindo o impacto da incerteza comercial nas commodities, especialmente soja, milho e trigo. Durante a manhã, as cotações vinham em queda.

O sobe-e-desce dos preços tem marcado os últimos dias em Chicago e no mercado doméstico brasileiro. em 10 dias, foram três altas diárias acima de 0,5% e outras três quedas diárias abaixo de 1,5%.

Apesar disso, segundo agências de notícias, um funcionário do governo norte-americano negou que a conversa entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping aconteceria ainda hoje.

Além do fator geopolítico, preocupações climáticas na América do Sul e oscilações cambiais também influenciaram os preços.

 

Soja

Os contratos futuros da soja fecharam em alta na CBOT nesta terça-feira, com a posição março alcançando seu maior nível desde outubro. O mercado iniciou o dia pressionado, reagindo ao anúncio de retaliação da China às tarifas impostas pelo governo de Donald Trump na véspera.

Entretanto, ao longo do pregão, surgiram sinais de que ambos os países poderiam negociar uma trégua tarifária, semelhante ao acordo já firmado entre EUA, México e Canadá. Esse alívio momentâneo sustentou os preços.

Além do fator comercial, as condições climáticas na América do Sul seguiram no radar dos investidores. O clima seco na Argentina tem comprometido o potencial produtivo, enquanto no Brasil, chuvas excessivas no Mato Grosso dificultam a colheita.

Os contratos de soja em grão para março fecharam em US$ 10,42 por bushel, queda de 0,19%, enquanto a posição maio caiu 0,21%, cotada a US$ 10,57 1/2 por bushel.

 

Milho

A possível postergação das tarifas entre China e EUA também impulsionou os preços do milho na CBOT.

A expectativa de um adiamento das barreiras comerciais gerou otimismo, favorecendo a recuperação das cotações.

O adiamento das tarifas dos Estados Unidos junto ao Canadá e México, anunciado no dia anterior, também ajudou a sustentar os preços.

Outros fatores positivos foram a fraqueza do dólar frente a outras moedas e a demanda aquecida pelo milho norte-americano.

Além disso, o clima adverso na América do Sul trouxe novas preocupações, com falta de chuvas na Argentina e excesso de precipitações no Brasil, atrasando o plantio da safrinha.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) também reportou a venda de 132.000 toneladas de milho para a Coreia do Sul na safra 2024/25, o que reforçou a valorização.

Os contratos com entrega em março encerraram cotados a US$ 4,94 1/2 por bushel, alta de 1,17%, enquanto a posição maio subiu 1,00%, fechando a US$ 5,04 3/4 por bushel.

 

Trigo

Os preços do trigo também registraram forte alta, renovando máximas desde novembro de 2024. Assim como nas demais commodities, o mercado inicialmente acompanhou a volatilidade gerada pela indefinição nas negociações entre EUA e China.

Além do fator comercial, os preços do trigo foram influenciados pelo aumento dos valores de exportação e do mercado interno na Rússia.

A oferta russa está ajustada devido ao grande volume de compras realizado pelos exportadores nos últimos meses, mas as vendas externas em janeiro caíram, o que pode comprometer a capacidade do país de abastecer o mercado internacional na segunda metade da safra 2024/25.

O relatório mensal do USDA indicou melhora nas condições do trigo de inverno no estado do Kansas, o maior produtor norte-americano, mas apontou deterioração em outras regiões.

Os contratos com vencimento em março encerraram cotados a US$ 5,77 por bushel, alta de 1,8%, enquanto os contratos para maio subiram 1,77%, para US$ 5,88 3/4 por bushel.

 

Fonte: Agrofy news

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