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Insegurança Jurídica e Intervenção Estatal: O Agro sob Pressão no Brasil de 2026

Por: Redação Agronortão

O motor da economia brasileira, o agronegócio, vive um momento de profunda ambiguidade. De um lado, a competência do produtor rural garante safras recordes; do outro, uma nuvem de incertezas vinda de Brasília ameaça a estabilidade do setor que carrega o PIB do país nas costas. Para quem está no campo, especialmente no Nortão de Mato Grosso, a sensação é de que o governo joga contra quem produz.

O Fantasma da Invasão e a Flexibilização da Propriedade

A maior preocupação que circula nas associações de produtores e sindicatos rurais neste início de 2026 é o enfraquecimento do direito à propriedade. Com a retórica governamental muitas vezes complacente com movimentos de ocupação de terras, o produtor se vê obrigado a investir mais em segurança privada do que em tecnologia.

“O agro precisa de paz para produzir, não de ideologia no campo”, afirma o sentimento geral do setor. A falta de punição severa para invasões de propriedades produtivas cria um clima de instabilidade que afasta investidores estrangeiros e trava o crescimento de médio prazo.

Gastos Públicos e a Asfixia do Crédito

A política fiscal do atual governo é outro ponto de atrito. Com o aumento sistemático dos gastos públicos e o descontrole do déficit, a taxa Selic permanece em patamares que sufocam o financiamento agrícola.

  • O Plano Safra: Embora os números anunciados pareçam vultosos, o produtor sabe que, na ponta do lápis, os juros reais e as exigências burocráticas ideológicas (como as novas travas ambientais seletivas) tornam o crédito escasso e caro.
  • Taxação de Exportações: O temor de uma nova investida para taxar as exportações de commodities — sob a desculpa de “segurança alimentar interna” — tira o sono de quem planeja a próxima safra.

Ideologia vs. Mercado Global

No cenário internacional, a preocupação é com o alinhamento político do Brasil. Ao priorizar blocos ideológicos em detrimento de parcerias estratégicas com mercados consolidados, o governo coloca em risco acordos comerciais vitais. A retórica ambientalista radical, muitas vezes usada como barreira comercial por países concorrentes, tem encontrado eco em Brasília, prejudicando a imagem de um agro que é, comprovadamente, o mais sustentável do mundo.


Nota do Editor: O agro não pede favores, pede liberdade para trabalhar. Enquanto Brasília focar em aumentar a máquina estatal e intervir na economia, o produtor continuará produzindo “apesar” do governo, e não “com” o governo.

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