Na safra 2023/2024, o estado plantou cerca de 170 mil hectares, com uma colheita estimada em 300 mil toneladas. A produção é distribuída entre o mercado interno (19%), outros estados brasileiros (27%) e exportação (54%), com destaque para países da América Latina e África. Em 2020/2021, Mato Grosso chegou a responder por 63% dos embarques nacionais da leguminosa.
Principais municípios produtores
- Vera: destaque na terceira safra irrigada, com produtores como Rodrigo Pozzobon cultivando feijão carioca e preto em áreas de até 700 hectares.
- Campo Verde, Primavera do Leste, Sorriso, Lucas do Rio Verde e Nova Mutum também figuram entre os principais polos de produção, segundo dados do Imea e da Aprofir-MT.
Impacto econômico e social
- O setor gerou mais de 2.371 empregos diretos, com salário médio de R$ 2.735,41.
- O Valor Bruto da Produção (VBP) alcançou R$ 1 bilhão, com arrecadação de R$ 34,36 milhões em tributos para o estado.
- A renda anual gerada ultrapassa R$ 84 milhões, contribuindo para o desenvolvimento regional.
Desafios enfrentados
Apesar dos bons números, os produtores lidam com:
- Altos custos operacionais
- Déficit energético, que afeta a irrigação e aumenta os custos
- Pragas como a mosca branca, que exigem controle rigoroso
Mesmo com essas dificuldades, o feijão segue como uma cultura estratégica para a terceira safra, com potencial de expansão nas áreas irrigáveis do estado.
