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Exportações brasileiras de carnes registram bom desempenho em setembro

As exportações brasileiras de carnes continuam em ritmo positivo em setembro de 2025, consolidando o Brasil como um dos maiores fornecedores globais do produto. Dados parciais mostram crescimento relevante, com destaque para a carne bovina e suína.

No acumulado dos primeiros 15 dias úteis de setembro, a exportação de carne bovina atingiu 209,64 mil toneladas, cerca de 83,3% do total embarcado em setembro de 2024, que somou 251,73 mil toneladas. A média diária de embarques foi de 13,97 mil toneladas, um aumento de 16,6% em comparação com setembro do ano anterior. Este desempenho reforça a expectativa de um novo recorde histórico para o mês em 2025.

O preço médio da carne bovina exportada em setembro de 2025 atingiu US$ 5,61 por kg, representando um crescimento de 24,4% em relação a setembro de 2024, quando o preço médio foi US$ 4,51 por kg. Este aumento no valor agregado contribui para o incremento na receita total gerada pela exportação do produto.

No segmento de carne suína, os números também são expressivos. Em setembro, já foram exportadas 63,4 mil toneladas de carne suína in natura, com perspectiva de superar recordes históricos para o período, impulsionadas pela demanda internacional crescente.

Em agosto de 2025, o Brasil exportou cerca de 299,449 mil toneladas de carne bovina, um crescimento de 20,7% em volume e 49,8% em receita, atingindo US$ 1,60 bilhão, em relação ao mesmo mês do ano anterior. A China manteve-se como o maior mercado comprador, representando 53,7% do total das exportações do mês, seguida por Rússia, México, Chile e União Europeia.

Apesar da alta geral, o mercado americano enfrenta desafios, com a imposição de uma tarifa de 50% sobre a carne bovina brasileira a partir de agosto de 2025, o que tem reduzido o volume exportado para os Estados Unidos. No primeiro semestre, os EUA foram o segundo maior destino, representando 12,3% do volume total exportado. A expectativa é que essa tarifa impacte a segunda metade do ano, principalmente para cortes de maior valor agregado.

A boa performance das exportações alia-se ao recorde no abate de bovinos no segundo trimestre de 2025, com um aumento significativo no abate de fêmeas, reforçando a capacidade do Brasil em abastecer o comércio externo.

Esses dados demonstram a robustez e a competitividade do agronegócio brasileiro no mercado internacional de carnes, refletindo em crescimento econômico e geração de divisas para o país.

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