Por que descarbonizar?
O ano de 2024 foi o mais quente da história, segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM), com eventos extremos como as enchentes no Sul do Brasil e secas prolongadas no Centro-Oeste. O setor agropecuário, responsável por cerca de 27% das emissões de gases de efeito estufa no Brasil, está no centro da transição ecológica.
Tecnologias que estão mudando o campo
O agro brasileiro está adotando soluções inovadoras para reduzir sua pegada de carbono:
• Tratores elétricos: Modelos como o Farmall 75C Elétrico (Case IH) e o T4 Electric Power (New Holland) já estão em testes.
• Biometano: Produzido a partir de resíduos orgânicos da própria fazenda, permite autonomia energética e redução de emissões.
• Etanol de segunda geração: Motores movidos a etanol estão sendo adaptados para uso em maquinário agrícola.
• Sistemas integrados (ILPF): Integração lavoura-pecuária-floresta melhora o sequestro de carbono e a produtividade.
Gráficos e Indicadores
Emissões globais de CO₂ da agricultura
(Fonte: Agência Internacional de Energia)
| Ano | Emissões (bilhões de toneladas) |
|---|---|
| 1990 | 4,0 |
| 2000 | 5,0 |
| 2010 | 6,0 |
| 2020 | 6,3 |
Uso global de fontes renováveis no agro
(Distribuição percentual)
| Fonte | Participação |
|---|---|
| Eletricidade renovável | 62% |
| Etanol | 24% |
| Biogás | 14% |
Referência internacional
Segundo o Plano de Transição Ecológica do Ministério da Fazenda, a agricultura sustentável pode gerar até US$ 35 bilhões/ano no PIB brasileiro até 2030, além de criar 2 milhões de empregos. A Esalq-USP inaugurou o Centro de Estudos de Carbono em Agricultura Tropical, focado em técnicas de absorção de carbono em solos tropicais.
