A COP30, a 30ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, começou em 10 de novembro de 2025, em Belém, no Pará, Brasil, e vai até 21 de novembro. Este é o primeiro evento da COP sediado no Brasil e na região amazônica, simbolizando um momento crucial para o debate global sobre clima, biodiversidade e desenvolvimento sustentável. A conferência reúne representantes de quase 200 países com o objetivo de acelerar a ação climática, alinhando-se ao compromisso de limitar o aquecimento global a 1,5ºC até o fim do século.
Dados e Contexto:
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Participação de cerca de 40 mil visitantes, incluindo líderes mundiais, cientistas, representantes indígenas e da sociedade civil.
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Temas centrais: redução das emissões de gases de efeito estufa, adaptação às mudanças climáticas, financiamento climático, transição energética justa, combate ao desmatamento e preservação da biodiversidade.
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Proposta brasileira: foco na Agricultura Tropical Sustentável, alinhando produção agrícola, inovação, conservação ambiental e inclusão social.
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Plano ambicioso de financiamento climático com objetivo de US$ 1,3 trilhão anuais até 2035 para países em desenvolvimento, incluindo novas formas de arrecadação e reformas financeiras.
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Destaque para o Global Goal on Adaptation (GGA), meta global de adaptação climática que visa fortalecer a resiliência dos países mais vulneráveis.
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Críticas ao ritmo lento das negociações, ausência de líderes de peso e falta de decisões vinculantes sobre o uso de combustíveis fósseis, que representam 75% das emissões globais.
Positivos:
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O evento coloca a Amazônia no centro das discussões climáticas, valorizando os saberes indígenas e locais.
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O Brasil reafirma sua liderança diplomática e tecnológica em soluções climáticas sustentáveis.
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Mobiliza-se uma agenda inclusiva, com foco em justiça climática e transição energética.
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O amplo engajamento social promove maior conscientização e participação na luta contra as mudanças climáticas.
Pontos Críticos:
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O financiamento climático ainda não alcança o volume necessário para enfrentar a crise.
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A transição para energia limpa não tem avanços claros e enfrenta resistência.
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As negociações multilaterais sofrem com divergências de interesses econômicos e geopolíticos.
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A urgência da crise exige respostas mais rápidas e efetivas, contrastando com os progressos incrementais das COPs anteriores.
Imagem para postagem (representativa do evento e da região amazônica):
