O Brasil está prestes a alcançar um marco histórico no agronegócio: tornar-se o maior exportador de milho do mundo em 2024, superando os Estados Unidos, tradicional líder nesse mercado. A projeção é sustentada por uma combinação de fatores como safras recordes, acesso a novos mercados e competitividade logística.
Como o Brasil chegou até aqui?
Em 2023, o país já havia ultrapassado os EUA em volume exportado, com mais de 55 milhões de toneladas embarcadas, segundo dados do USDA e da Conab. Esse desempenho foi impulsionado por:
- Acesso ao mercado chinês desde o fim de 2022
- Alta produtividade nas lavouras, com clima favorável
- Demanda global aquecida, especialmente da Ásia e Europa
- Problemas climáticos nos EUA e redirecionamento do milho americano para biocombustíveis
Expectativas para 2024
Apesar de uma leve redução na produção nacional — estimada em 127 milhões de toneladas para a safra 2024/25 — o Brasil ainda deve manter sua posição de destaque. A previsão é de 46 milhões de toneladas exportadas, segundo o adido do USDA no Brasil.
No entanto, o cenário é desafiador: os EUA devem recuperar parte de sua produção, e países como Argentina e Ucrânia voltam com força ao mercado internacional. Além disso, o aumento do uso de milho para etanol no Brasil pode limitar a oferta para exportação.
Logística e competitividade
Os portos do Arco Norte e o Porto de Santos continuam sendo os principais canais de escoamento do milho brasileiro. A eficiência logística e os investimentos em infraestrutura têm sido fundamentais para manter a competitividade frente aos concorrentes globais.
Conclusão
Mesmo com oscilações no mercado, o Brasil consolida sua posição como potência agrícola global, com capacidade de liderar as exportações de milho em 2024. A combinação de tecnologia, produtividade e acesso a novos mercados coloca o país em um patamar estratégico no comércio internacional de grãos.
