O agronegócio brasileiro mantém em 2025 sua posição de destaque no cenário internacional, especialmente no comércio com países asiáticos, que figuram entre os principais destinos das exportações e também importantes mercados fornecedores para o Brasil.
O que o Brasil exporta para a Ásia?
No período de janeiro a agosto de 2025, o agronegócio brasileiro exportou para a Ásia produtos no valor aproximado de US$ 68 bilhões, equivalendo a 41% do total das exportações do setor. A China é o maior destino, representando 74% dessas compras, cerca de US$ 49,7 bilhões.
Os principais produtos exportados são:
-
Soja em grãos: principal commodity, representando em torno de 68-74% da pauta exportadora para a China, com mais de 77 milhões de toneladas exportadas só nos primeiros oito meses de 2025.
-
Carne bovina in natura: crescimento expressivo de 41,4% em valor, alcançando US$ 4,97 bilhões em exportações para a China.
-
Açúcar de cana em bruto: aumento de 32,4%, com vendas de US$ 1,22 bilhão para o mercado asiático.
-
Celulose, óleo de amendoim, café verde e outras commodities também têm participação relevante nas exportações para o continente asiático.
Além da China, outros países asiáticos consumidores importantes incluem Vietnã, Indonésia, Tailândia, Japão, Bangladesh, Taiwan, Índia, Coreia do Sul e Filipinas, que juntos importam mais de US$ 1 bilhão anualmente em produtos agro brasileiros, ampliando a diversificação da pauta e fortalecendo a presença brasileira em diversos mercados asiáticos.
O que o Brasil importa da Ásia?
O Brasil importa da Ásia diversos produtos, incluindo principalmente insumos agrícolas, tecnologias para produção, máquinas, equipamentos, produtos agroindustrializados e commodities minerais, como minério de ferro, que se conecta também à indústria e infraestrutura ligadas ao agronegócio.
Embora o grosso do intercâmbio comercial do agro brasileiro com a Ásia seja baseado em exportações, as importações são estratégicas para o incremento da produtividade e modernização do setor, sobretudo em máquinas, fertilizantes e tecnologias agrícolas.
Balança Comercial do Agro Brasil-Ásia
A balança comercial do agronegócio entre Brasil e Ásia em 2025 apresenta superávit robusto para o Brasil, com exportações estimadas em US$ 68 bilhões contra um volume significativamente menor de importações. Esse superávit reforça a competitividade e a relevância do agro brasileiro nesse mercado global.
O crescimento das exportações para a Ásia foi de cerca de 12% no primeiro trimestre de 2025 em comparação a 2024, puxado pela alta demanda por soja, carnes e minério de ferro que abastecem as indústrias asiáticas. A expansão das vendas mantém a estabilidade do agronegócio brasileiro e a sua posição como fornecedor confiável em um cenário internacional dinâmico e competitivo.
Maiores e menores parceiros comerciais asiáticos
-
Maiores parceiros:
-
China: maior comprador, representando mais de 70% das vendas agrícolas brasileiras para a Ásia.
-
Vietnã e Indonésia: crescentes importadores de produtos como carne bovina, algodão e açúcar.
-
Índia, Tailândia, Japão, Coreia do Sul e Filipinas: mercados relevantes para diversas commodities brasileiras.
-
-
Menores parceiros:
-
Embora a Ásia como continente seja vital, países com menor estrutura importadora ou de menor escala econômica tendem a importar menos do Brasil, como alguns países da Ásia Central e pequenas nações insulares.
-
Contexto atual e perspectivas
O agro brasileiro vem aproveitando a redução das compras de soja norte-americana pela China, consequência da guerra comercial entre Estados Unidos e China, para ampliar sua participação neste mercado. Em 2025, o Brasil passou a ser o principal fornecedor de soja para a China, em substituição aos EUA.
Além disso, a pauta de exportação tem se diversificado, com o acréscimo de produtos menos tradicionais como óleo de amendoim (+573% de crescimento nas vendas) e o forte avanço das carnes bovina e suína.
O cenário para os próximos anos é de crescimento das vendas e maior diversificação dos mercados asiáticos, impulsionado pela ampliação dos acordos comerciais e investimentos em tecnologia e infraestrutura para atender às exigências desses mercados.
Essa relação comercial positiva entre o agro brasileiro e a Ásia fortalece a economia nacional e promove o setor como pilar na segurança alimentar global, ao mesmo tempo que traz desafios para manter a sustentabilidade na produção e diversificação dos produtos exportados.
