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Barragem de Colíder em Alerta: Rebaixamento Emergencial do Reservatório e Impactos na Região Norte de Mato Grosso

A Usina Hidrelétrica (UHE) de Colíder, localizada no Rio Teles Pires, em Mato Grosso, está no centro de atenções desde meados de agosto de 2025. A Eletrobras, operadora da usina, elevou o nível de alerta de segurança da barragem após detectar falhas em drenos, iniciando um rebaixamento emergencial do reservatório para avaliações estruturais. Essa medida visa prevenir riscos maiores, mas já gera preocupações com impactos socioambientais, econômicos e na vida de comunidades locais, incluindo povos indígenas. Neste artigo, exploramos o que está acontecendo, os motivos, as ações em curso e as reações envolvidas.

Contexto e Motivos do Alerta

Inaugurada em 2019, a UHE Colíder tem capacidade instalada de 300 MW e um reservatório que abrange áreas dos municípios de Colíder, Nova Canaã do Norte e Cláudia. Em agosto de 2025, a Eletrobras identificou problemas em quatro dos 70 drenos da barragem, com saída de material do subsolo, o que poderia comprometer a integridade da estrutura. Como medida preventiva, a empresa alterou o status de segurança para “alerta” e iniciou o rebaixamento do nível do reservatório em 17 metros, processo que deve ocorrer em cerca de 33 dias.

O rebaixamento começou em 15 de agosto de 2025, e a Eletrobras afirma que a ação segue o Plano de Ação de Emergência (PAE), com monitoramento constante pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), Agência Nacional de Águas (ANA) e outros órgãos. Apesar das preocupações iniciais sobre risco de rompimento, autoridades e a empresa negam ameaça iminente, enfatizando que o esvaziamento é para evitar mortes e garantir a segurança.

O Ministério Público Federal (MPF) instaurou um procedimento administrativo em 26 de agosto de 2025 para acompanhar os riscos e impactos socioambientais, requisitando fiscalizações e avaliações por peritos independentes. A ação foi motivada por relatos de peixes mortos e água suja no rio, afetando comunidades indígenas.

Impactos Socioeconômicos e Ambientais

O rebaixamento do reservatório tem gerado temores de crise no turismo e na pesca, com prefeitos da região estimando perdas milionárias para municípios como Colíder. Povos indígenas, como os da região, cobram inclusão em planos de mitigação, relatando mortandade de peixes e contaminação da água. A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) debateu o tema em audiência pública, e uma comissão deve visitar o local para monitoramento in loco.

Dados históricos mostram que a usina já enfrentou multas por falhas de segurança, como R$ 4,7 milhões em 2024 por problemas na barragem. Em maio de 2025, uma inspeção detectou anomalias, levando ao alerta atual.

Depoimentos de Autoridades e Envolvidos

O prefeito de Colíder, Rodrigo Benassi, alertou para os prejuízos: “A redução de 17 metros no reservatório em 33 dias provoca temor de crise no turismo e na pesca; municípios estimam perdas milionárias.” Em reunião com a Eletrobras, ele e outros prefeitos discutiram medidas de segurança.

O deputado Diego alertou: “Secar a usina foi necessário para evitar mortes”, destacando a gravidade dos riscos.

Representantes indígenas relataram: “Peixes mortos e água suja”, cobrando ações imediatas.

A Eletrobras afirmou: “A medida deflagra as ações previstas em seu Plano de Ação de Emergência.”

Dados Registrados em Tabela

A seguir, uma tabela com dados chave sobre a situação da UHE Colíder (baseados em relatórios de 2025):

Indicador Detalhes Fonte/Data
Capacidade Instalada 300 MW Eletrobras/2019
Rebaixamento do Reservatório 17 metros em 33 dias G1/21 Ago 2025
Drenos Afetados 4 de 70 CanalEnergia/15 Ago 2025
Início do Alerta 15 Ago 2025 Eletrobras/2025
Multa Anterior por Falhas R$ 4,7 milhões Nativa News/23 Mai 2024
Procedimento MPF Instaurado em 26 Ago 2025 G1/26 Ago 2025

Essa tabela ilustra a evolução da crise, com foco nos aspectos técnicos e regulatórios.

A situação na Barragem de Colíder reflete a necessidade de manutenção rigorosa em infraestruturas hidrelétricas, especialmente em regiões sensíveis como o Norte de Mato Grosso. Enquanto o rebaixamento previne riscos maiores, os impactos ambientais e econômicos demandam ações coordenadas entre Eletrobras, governos locais, MPF e comunidades. Com fiscalizações em andamento, espera-se que a usina retorne à normalidade sem incidentes graves, mas o episódio serve de alerta para a sustentabilidade do setor energético brasileiro.

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