As eleições trazem à tona debates cruciais para o futuro do agronegócio brasileiro. Como motor econômico do país, o setor produtivo acompanha de perto as propostas que podem acelerar o desenvolvimento do campo ou, por outro lado, travar o avanço das exportações e da produção nacional. Abaixo, analisamos os principais pontos de virada que podem melhorar ou piorar o cenário do agro nos próximos anos.
O que pode melhorar para o agronegócio
- Modernização do Crédito Rural: A consolidação de ferramentas de financiamento privado, como os Fiagros e as Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs), pode reduzir a dependência exclusiva do orçamento público e injetar mais capital no setor.
- Investimento em Infraestrutura: Políticas focadas na concessão e melhoria de ferrovias, hidrovias e rodovias de escoamento são urgentes para reduzir o “Custo Brasil” e tornar o produto nacional ainda mais competitivo no exterior.
- Abertura de Novos Mercados: Uma diplomacia comercial pragmática e focada em resultados pode abrir portas para produtos de maior valor agregado em mercados exigentes da Ásia, Oriente Médio e Europa.
- Segurança Jurídica e Regularização: O fortalecimento do direito de propriedade e a aceleração da regularização fundiária trazem estabilidade para o produtor investir a longo prazo na terra.
- Conectividade no Campo: Subsídios e incentivos para a expansão da rede 5G e internet via satélite em áreas remotas viabilizam a adoção em massa da agricultura de precisão.
O que pode piorar para o agronegócio
- Aumento da Carga Tributária: Reformas fiscais ou revisões de incentivos que taxem insumos agrícolas ou criem novos impostos sobre a exportação de commodities podem reduzir drasticamente a margem de lucro do produtor.
- Barreiras Comerciais Ideologizadas: Retóricas externas desalinhadas com as exigências globais de sustentabilidade prática podem motivar embargos ou a criação de novas barreiras não tarifárias contra as exportações brasileiras.
- Insegurança Jurídica no Campo: A leniência com invasões de propriedades privadas e a falta de clareza na demarcação de terras geram instabilidade social e afastam investimentos estrangeiros.
- Encarecimento do Crédito Oficial: Restrições fiscais no orçamento do governo podem enfraquecer o Plano Safra, elevando as taxas de juros equalizadas e dificultando o acesso de pequenos e médios produtores ao custeio.
O equilíbrio entre sustentabilidade, segurança jurídica e incentivo econômico ditará o ritmo de crescimento do setor que sustenta a balança comercial do país.





