2026 , risco ou lucro certo ?
O ano de 2026 se desenha como um marco para o agronegócio brasileiro: projeções apontam para safras recordes em diversas culturas, como soja, café e cana-de-açúcar. No entanto, o otimismo com a produtividade vem acompanhado de um alerta: margens de lucro cada vez mais comprimidas. O setor enfrenta uma combinação de preços internacionais em queda, custos elevados e gargalos logísticos que desafiam a rentabilidade dos produtores.
Principais Culturas
| Cultura | Produção estimada 2026 | Desafios de margem |
|---|---|---|
| Soja | >176 milhões de toneladas (recorde histórico) | Custos de insumos elevados, necessidade de planejamento e timing para comercialização |
| Café | 66,2 milhões de sacas (+17,1% vs. 2025) | Preços pressionados pela oferta abundante, risco de queda na rentabilidade |
| Cana-de-açúcar / Açúcar & Etanol | Safra volumosa no Centro-Sul | Açúcar em mínimas recentes, excesso de etanol, câmbio desfavorável e juros altos |
| Grãos em geral | Déficit de armazenagem >120 milhões de toneladas | Gargalo logístico que limita estratégias de venda e pressiona margens |
Fatores que Apertam as Margens
- Preços internacionais em queda: excesso de oferta global reduz cotações de commodities como açúcar e café.
- Câmbio e juros: real menos competitivo e juros elevados aumentam custos financeiros.
- Logística e armazenagem: déficit estrutural de silos e infraestrutura limita a capacidade de segurar produto para melhores preços.
- Competitividade interna: crescimento do etanol de milho e diversificação de players intensificam a concorrência.
Estratégias para o Produtor
- Planejamento de comercialização: definir janelas de venda e contratos futuros para proteger margens.
- Gestão de custos: otimizar uso de insumos e tecnologias para reduzir despesas.
- Investimento em armazenagem: ampliar capacidade própria para ganhar flexibilidade na negociação.
- Diversificação: explorar alternativas como integração lavoura-pecuária ou bioenergia para diluir riscos.
