Chapada dos Guimarães/MT – Desde a última quarta-feira (26), os olhos do agronegócio brasileiro estão voltados para o Malai Manso Resort, em Mato Grosso. O local sedia o 3º Congresso Cerealista Brasileiro, evento que se encerra nesta sexta-feira (28) após reunir a nata do setor produtivo, lideranças empresariais de peso e autoridades políticas de todo o país.
Organizado pela Associação das Empresas Cerealistas do Brasil (Acebra), o congresso escolheu o estado líder na produção de grãos como palco para discutir os gargalos e o futuro da atividade que move a economia nacional.
Mais do que um ciclo de palestras técnicas, o evento serviu como uma demonstração de força do setor. Os corredores e auditórios do Malai Manso viram circular governadores de diversos estados produtores, pré-candidatos à presidência e figuras icônicas do agro, como o ex-ministro e empresário Blairo Maggi, um dos palestrantes mais aguardados.
A pauta central girou em torno de temas cruciais para quem vive do campo: logística para escoar super-safras, competitividade no mercado globalizado, armazenagem e, fundamentalmente, a relação entre o setor produtivo e os governos estaduais e federal.
Jogando em casa, o governador Mauro Mendes aproveitou a vitrine do evento para fazer um anúncio de impacto direto para os empresários locais. Mendes confirmou a reativação do Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial (Prodeic) voltado especificamente para o setor cerealista de Mato Grosso.
A medida é vista como um incentivo fundamental para fortalecer as empresas que atuam na originação, armazenagem e comercialização de grãos dentro do estado, aumentando a competitividade local e fomentando novos investimentos em infraestrutura.
Ao encerrar hoje, o 3º Congresso Cerealista Brasileiro consolida a posição de Mato Grosso não apenas como o celeiro do país, mas também como o principal fórum de debate político e estratégico para o futuro do agronegócio nacional.
