O Brasil deverá exportar cerca de 7 milhões de toneladas de soja em grão em outubro de 2025, superando em 60% o volume de 4,4 milhões de toneladas registrado no mesmo mês do ano passado. Segundo estimativas da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC) e do levantamento Line-up da Safras & Mercado, o país mantém ritmo acelerado nas exportações, impulsionado principalmente pela forte demanda da China, que corresponde a cerca de 93% das compras brasileiras de soja. Este cenário coloca o Brasil a caminho de alcançar um recorde anual de aproximadamente 110 milhões de toneladas, a maior marca da história do país no setor.
No acumulado dos primeiros dez meses do ano, as exportações brasileiras de soja já somam 102 milhões de toneladas, comparadas às 93 milhões no mesmo período de 2024. A maior parte do volume embarcado em outubro já passou pelos portos do país, com expectativa de até 7,31 milhões de toneladas, segundo dados da ANEC.
Apesar do recorde nas exportações do grão, os embarques de farelo de soja diminuíram em relação ao ano passado, com previsão de 2,08 milhões de toneladas para outubro, ante 2,45 milhões em 2024, ainda que os volumes mensais tenham mantido ritmo estável nos últimos meses.
Esse dinamismo se deve também a fatores globais, como a preferência chinesa pela soja brasileira em detrimento da soja americana, devido às tensões comerciais anuentes. Com uma safra recorde acima de 170 milhões de toneladas produzidas no Brasil em 2025, o país solidifica sua posição como maior exportador mundial do grão, aproveitando a demanda consistente e contratos bilaterais favoráveis.
