O governo dos Estados Unidos, sob a liderança de Donald Trump, iniciou nesta semana a aplicação de tarifas de até 50% sobre produtos agrícolas brasileiros, em uma medida que pode redesenhar o cenário do comércio internacional do agro.
Impacto direto:
– Produtos afetados: Café, carne bovina, pescados, mel, frutas tropicais e derivados de soja.
– Exceções: Apenas 694 produtos escaparam da tarifa máxima, como suco de laranja, castanhas e fertilizantes.
– Prejuízo estimado: A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) calcula perdas de até US$ 5,8 bilhões em exportações para os EUA em 2025.
Relação comercial em risco:
– Os EUA são o 3º maior parceiro comercial do agro brasileiro, atrás apenas de China e União Europeia.
– Em 2024, o Brasil exportou US$ 12,08 bilhões em produtos agropecuários para os americanos — o maior valor da história.
– O volume exportado cresceu 67% em peso entre 2015 e 2024, passando de 5,63 para 9,39 milhões de toneladas.
Reações e alternativas:
– Produtores brasileiros estão buscando redirecionar cargas para mercados asiáticos e árabes.
– Setores mais afetados: Café, carne bovina e mel, que já operam com margens apertadas e agora enfrentam perda de competitividade.
– Seguro agrícola em risco: A queda nas receitas externas pode comprometer a contratação de seguros rurais, especialmente nas regiões Sul e Sudeste.
Vozes do setor:
> “Com 50% de tarifa adicional, simplesmente não conseguimos manter a competitividade.” — Executivo do setor agroexportador
“O seguro agrícola brasileiro é altamente dependente das commodities de exportação.
Quando há redução abrupta na receita externa, o produtor perde fôlego financeiro para manter a cobertura.” — Daniel Miquelluti, especialista em seguros agrícolas
