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Estimativas de Cotações Agropecuárias (4 a 10 de agosto de 2025)

As cotações agrícolas e pecuárias no Brasil são influenciadas por fatores como clima, demanda internacional, cotação do dólar, custos logísticos e tensões comerciais, como as tarifas de 50% dos EUA que entram em vigor em 6 de agosto de 2025, afetando produtos como café, carne bovina e tilápia. Abaixo, apresento estimativas para os principais produtos com base em dados recentes (julho de 2025) e tendências de mercado. Os preços são referenciais, baseados em cotações médias no mercado físico, e podem variar por região.

  1. Soja
    • Cotação Estimada: R$ 135,00 a R$ 140,00 por saca de 60 kg (mercado físico, à vista, impostos exclusos).
    • Análise: A soja enfrenta pressão de baixa devido à produção recorde de milho nos EUA, que compete por área de plantio, e à valorização do dólar (cerca de R$ 5,70). A demanda chinesa (30% das exportações brasileiras) segue sustentando preços, mas as tarifas americanas podem limitar ganhos. O início do plantio da safra 2025/26 em setembro mantém os produtores atentos ao clima.
    • Tendência: Estável, com leve alta devido à demanda internacional.
  2. Milho
    • Cotação Estimada: R$ 65,00 a R$ 68,00 por saca de 60 kg (B3, contrato setembro/25).
    • Análise: O milho teve fechamentos mistos na B3 e em Chicago em julho, com o contrato de setembro/25 a R$ 67,05. A pressão vem da safra recorde nos EUA e da estiagem no Brasil Central, que pode reduzir a oferta da segunda safra. A demanda por etanol e ração animal mantém os preços sustentados.
    • Tendência: Leve alta, influenciada por questões climáticas.
  3. Café (Arábica)
    • Cotação Estimada: R$ 1.050,00 a R$ 1.100,00 por saca de 60 kg (tipo 6, bebida dura, mercado físico).
    • Análise: O café robusta enfrenta riscos de competitividade nos EUA devido às tarifas de 50% a partir de 6 de agosto, mas o arábica mantém preços elevados por causa da demanda europeia e da valorização do dólar. O Cepea alerta para incertezas no segmento de café solúvel, mas a qualidade do café brasileiro sustenta os preços.
    • Tendência: Estável, com risco de queda se as tarifas americanas reduzirem a demanda.
  4. Boi Gordo
    • Cotação Estimada: R$ 290,00 a R$ 300,00 por arroba (média nacional).
    • Análise: A arroba do boi engatou um movimento de alta em julho, com média de R$ 295,00, segundo a Scot Consultoria. Frigoríficos estão fora das compras, mas os abates continuam, e a relação de troca entre carne bovina e frango atingiu o pior patamar do ano. As tarifas americanas podem pressionar as exportações (181.000 toneladas para os EUA no 1º semestre de 2025), mas a demanda interna e chinesa sustenta os preços.
    • Tendência: Alta moderada, com atenção às exportações.
  5. Frango
    • Cotação Estimada: R$ 7,50 a R$ 8,00 por kg (mercado físico, granja).
    • Análise: O Brasil, maior exportador mundial de frango, enfrenta desafios com a influenza aviária, embora o caso de maio de 2025 em Montenegro (RS) tenha sido resolvido. A demanda interna e as exportações para a China e Oriente Médio mantêm os preços estáveis, mas as tarifas dos EUA podem limitar o mercado americano.
    • Tendência: Estável, com risco de volatilidade devido a questões sanitárias.
  6. Trigo
    • Cotação Estimada: R$ 80,00 a R$ 85,00 por saca de 60 kg.
    • Análise: O trigo enfrenta quedas nas cotações devido à incerteza no mercado internacional e à concorrência com grãos americanos. A tensão comercial e a valorização do dólar podem sustentar os preços no mercado interno, mas a safra 2025/26, que começa a ser plantada, depende de condições climáticas favoráveis.
    • Tendência: Leve queda, com recuperação possível se o clima impactar a safra.
  7. Outros Produtos (Estimativas Gerais)
    • Arroz: R$ 90,00 a R$ 95,00 por saca de 50 kg (longo fino, tipo 1). Preços estáveis, sustentados pela demanda interna.
    • Feijão (Carioca): R$ 200,00 a R$ 220,00 por saca de 60 kg (extra, cor 8,5). Alta demanda local mantém preços elevados.
    • Cacau: R$ 400,00 a R$ 450,00 por arroba. Crescimento de 5% na produção em 2024 e o acordo Mercosul-EFTA impulsionam os preços.
    • Algodão: R$ 150,00 a R$ 160,00 por arroba (pluma). Estável, com demanda internacional sustentada.

Fatores de Influência:

  • Tarifas Americanas: As tarifas de 50% a partir de 6 de agosto afetarão café, carne bovina e tilápia, pressionando os preços no mercado externo.
  • Dólar: A cotação do dólar (R$ 5,70 em julho) aumenta a competitividade das exportações, mas eleva custos de insumos importados (75% dos fertilizantes).
  • Demanda Internacional: China (30% das exportações) e União Europeia (14%) continuam como principais destinos, enquanto o acordo Mercosul-EFTA abre novos mercados.
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