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Estiagem e Cigarrinha: Dupla Ameaça ao Agro de Mato Grosso

Estiagem: Clima seco e risco de incêndios

O estado de Mato Grosso enfrenta um período crítico de estiagem, marcado por:

  • Altas temperaturas
  • Baixa umidade do ar
  • Vegetação ressecada, altamente inflamável

Essas condições têm favorecido a ocorrência de incêndios rurais, especialmente em áreas próximas a Terras Indígenas, que concentraram 27,7% dos focos registrados em 2024, segundo o Corpo de Bombeiros.

Ação coletiva dos produtores

A Aprosoja MT tem mobilizado agricultores em ações preventivas:

  • Criação de grupos com mais de 300 produtores para combate rápido ao fogo
  • Mapeamento de propriedades com geolocalização
  • Inventário de equipamentos disponíveis para emergências

Essa união tem sido essencial para minimizar prejuízos e proteger o patrimônio rural.

Cigarrinha-do-milho: Praga silenciosa, prejuízo crescente

A cigarrinha Dalbulus maidis é um inseto vetor de doenças como os enfezamentos do milho, causados por:

  • Mollicutes (bactérias sem parede celular)
  • Vírus que se multiplicam nos tecidos do floema da planta

Essas doenças comprometem o desenvolvimento da lavoura e podem causar perdas significativas na safra de milho, uma das principais culturas do estado.

Situação em Mato Grosso

  • O Ministério da Agricultura, Embrapa, Indea-MT e Aprosoja realizaram visitas técnicas para avaliar a infestação
  • Ainda não existe uma medida de controle isolada eficaz contra a cigarrinha
  • A recomendação é investir em medidas preventivas, como:
  • Monitoramento constante
  • Manejo integrado de pragas
  • Uso de cultivares resistentes

A Embrapa elaborou uma cartilha técnica sobre o manejo da cigarrinha e dos enfezamentos, disponível em seu site.

 

Impactos no Agro de Mato Grosso

Fator Impacto direto no agro Consequência econômica
Estiagem Incêndios, perda de pastagens, estresse hídrico Redução da produtividade e aumento de custos com prevenção
Cigarrinha Transmissão de doenças no milho Queda na produção, necessidade de replantio, uso intensivo de defensivos

 

Conclusão

A combinação entre clima extremo e pragas agrícolas exige do produtor mato-grossense uma postura cada vez mais proativa e colaborativa. A união entre ciência, tecnologia e cooperação rural será o diferencial para enfrentar os desafios e garantir a sustentabilidade da produção agropecuária no estado.

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