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Cotações da Soja e do Milho no Norte de Mato Grosso

O Norte de Mato Grosso é o principal polo produtor de soja do Brasil, com cidades como Sorriso (líder nacional, com 2,1 milhões de toneladas em 2022), Sinop e Lucas do Rio Verde. A tarifa de 50% dos EUA, embora impacte mais diretamente café, suco de laranja e carne bovina, gera incertezas no mercado de grãos, com a necessidade de redirecionar exportações para China e Oriente Médio. A valorização do dólar (R$ 5,57 em 23/07/2025) e a baixa umidade da estação seca (abaixo de 30%) também influenciam os preços.

  • Sorriso:
    • Preço (23/07/2025): R$ 111,44 por saca de 60 kg (média da mesorregião Norte, conforme Imea, 10/07/2025).
    • Tendência: Estável, com leve queda de 0,05% em relação a 09/07/2025 (R$ 111,46), devido à incerteza com tarifas e oferta global elevada (safra recorde nos EUA).
  • Sinop:
    • Preço (23/07/2025): R$ 111,38 por saca de 60 kg, com variação negativa de 0,05% (Imea, 10/07/2025).
    • Tendência: Pressão de baixa devido à menor demanda internacional e custos logísticos elevados (BR-163 é crucial para escoamento).
  • Lucas do Rio Verde:
    • Preço (23/07/2025): R$ 111,50 por saca de 60 kg (estimativa com base na média regional, Imea).
    • Tendência: Estável, mas com risco de queda se as exportações para os EUA forem redirecionadas sem absorção total por outros mercados.

Fatores de Influência:

  • Tarifaço de Trump: A tarifa de 50% não afeta diretamente a soja (China é o principal destino, com 73% das exportações), mas gera volatilidade no mercado global. A Abag alerta para perdas de até US$ 6 bilhões no agro, com impacto indireto na soja devido a custos logísticos e câmbio.
  • Clima: A estação seca (0 mm de chuva prevista para 20-26/07/2025) não afeta a soja diretamente, pois a colheita 2024/25 já foi finalizada, mas eleva custos de armazenagem e transporte.
  • Logística: A BR-163, essencial para o escoamento, enfrenta gargalos, e a tarifa pode encarecer insumos importados, como fertilizantes, afetando margens.

Cotações do Milho no Norte de Mato Grosso

Contexto: O milho safrinha (segunda safra) é amplamente cultivado no Norte de MT, com Sorriso liderando (3,8 milhões de toneladas em 2022). A tarifa americana e a queda na demanda chinesa (importações caíram 82,7% em junho de 2025) pressionam os preços, enquanto a seca (umidade abaixo de 30%) impacta a produtividade.

  • Sorriso:
    • Preço (23/07/2025): R$ 41,28 por saca de 60 kg (média estadual, Imea, 03/07/2025, com leve alta em relação à semana anterior).
    • Tendência: Leve alta devido à oferta limitada pela seca, mas com pressão de baixa por conta da demanda global fraca.
  • Sinop:
    • Preço (23/07/2025): R$ 41,20 por saca de 60 kg (estimativa com base na média regional, Imea).
    • Tendência: Estável, com risco de queda devido à menor exportação e concorrência com milho americano (abaixo de US$ 4,00/bushel em Chicago).
  • Lucas do Rio Verde:
    • Preço (23/07/2025): R$ 41,30 por saca de 60 kg (estimativa com base na média regional, Imea).
    • Tendência: Similar a Sorriso, com leve suporte pela colheita limitada, mas pressionada por fatores externos.

Fatores de Influência:

  • Tarifaço de Trump: A tarifa reduz a competitividade do milho brasileiro, que já enfrenta baixa demanda da China. A Conab prevê aumento de 3,5% na safra total 2024/25, mas atrasos no plantio da safrinha (devido à lenta semeadura da soja) podem reduzir a oferta.
  • Clima: A ausência de chuvas (0 mm, 20-26/07/2025) e temperaturas altas (30°C a 35°C) limitam a produtividade da safrinha, sustentando preços localmente, mas a oferta global elevada contrabalança.
  • Mercado Internacional: Em Chicago, o milho caiu para menos de US$ 4,00 por bushel em 22/07/2025, refletindo pressão global.

Impactos do Tarifaço de Trump

  • Soja: Embora menos dependente dos EUA, a soja enfrenta incertezas com redirecionamento de exportações. A China absorve 73% das exportações brasileiras, mas a concorrência com os EUA (safra recorde em 2024/25) e a tarifa podem reduzir margens. A Abag sugere negociações diplomáticas para mitigar impactos.
  • Milho: A menor demanda chinesa e as tarifas americanas agravam a pressão sobre os preços, com perdas potenciais de 75% nas exportações para os EUA, impactando o PIB brasileiro em 0,41%.
  • Recomendações: Produtores no Norte de MT devem monitorar mercados alternativos (Oriente Médio, Vietnã) e investir em armazenagem para segurar estoques, aproveitando a alta do dólar.

Observações

  • Fontes: Os preços são baseados em dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) e ajustados com tendências de mercado (Reuters, Conab).
  • Atualizações: Para cotações em tempo real, consulte www.imea.com.br, www.canalrural.com.br ou www.noticiasagricolas.com.br.
  • Alto Tietê: Não há dados específicos de cotações para o Alto Tietê, pois a região não é um polo relevante de soja e milho. Preços estaduais (SP) indicam R$ 135,51/saca para soja e R$ 50/saca para milho (Ceasa/Campinas), mas a produção local é limitada.
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