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Cotações do Agronegócio em 21 de Julho de 2025: Soja e Milho Sob Pressão, Café em Alta e Boi Gordo Estável

Título: “Cotações do Agronegócio em 21 de Julho de 2025: Soja e Milho Sob Pressão, Café em Alta e Boi Gordo Estável”

Resumo Completo: Nesta segunda-feira, 21 de julho de 2025, o mercado do agronegócio brasileiro reflete um cenário misto, com cotações de commodities agrícolas influenciadas por fatores climáticos, demanda internacional e tensões comerciais, especialmente com as tarifas americanas. A soja enfrenta queda em Chicago devido a previsões climáticas favoráveis nos EUA, mas mantém preços firmes no Brasil por causa da demanda chinesa. O milho interrompe sua trajetória de baixa em algumas regiões, enquanto o café sobe com preocupações climáticas no Brasil. O boi gordo permanece estável, mas o setor enfrenta desafios com a crise comercial entre Brasil e EUA. A Bolsa de Valores brasileira (B3) também mostra volatilidade em ações do agronegócio, com empresas como BrasilAgro (AGRO3) reagindo às condições de mercado. Abaixo, detalhamos as principais cotações, tendências e impactos no setor.

Cotações e Tendências no Mercado Agrícola:

  • Soja: Em Chicago (CBOT), a soja iniciou a semana com recuo de 0,5%, com o contrato de setembro de 2025 cotado a US$ 10,20/bushel, pressionado por previsões de chuvas no Corn Belt americano, que favorecem o desenvolvimento das lavouras. No Brasil, os preços da soja permanecem sustentados pela forte demanda para esmagamento e exportação, especialmente para a China, que aumentou importações em 9% em junho de 2025. Segundo o Cepea, o preço médio da soja no porto de Paranaguá (PR) está em R$ 114,00/saca, com prêmios em alta devido à competitividade brasileira. No entanto, a previsão de chuvas irregulares no Mato Grosso pode atrasar o plantio da safra 2025/2026, o que eleva preocupações sobre a oferta futura.
  • Milho: Após semanas de quedas, os preços do milho estabilizaram em algumas regiões acompanhadas pelo Cepea, com vendedores retraídos e a colheita da segunda safra avançando. O contrato de setembro de 2025 na CBOT caiu 1,5%, cotado a aproximadamente US$ 4,10/bushel, com o spread entre os contratos de setembro e dezembro ampliado para 18,75 centavos, refletindo pressão sazonal. No mercado interno, o milho safrinha em Jataí (GO) foi cotado a R$ 48,00/saca pela Toyota NovaAgri, enquanto a média nacional gira em torno de R$ 50,00/saca, segundo o Portal PaNoRaMa. A oferta global elevada limita altas expressivas, mas a demanda por etanol pode sustentar preços no curto prazo.
  • Café: O café arábica registra alta, impulsionado por preocupações com a seca persistente no Brasil, maior produtor mundial. O Cepea reporta cotações do arábica tipo 6 em torno de R$ 1.200/saca em praças como São Paulo, um aumento de 2% na semana, enquanto o robusta também sobe, com preços internos pressionados pela baixa oferta. Eventos climáticos extremos, como calor e seca, afetam a florada da safra 2025/2026, elevando os preços globais, conforme destacado por postagens no X. A crise comercial com os EUA, com tarifas de 50% impostas por Trump, pode redirecionar exportações para mercados como China e Austrália, mas aumenta a incerteza.
  • Boi Gordo: O mercado do boi gordo mantém estabilidade, com a arroba cotada em média a R$ 230,00 no estado de São Paulo, segundo a Agrolink. Variações regionais persistem, com preços até R$ 60 mais altos em algumas praças, como Mato Grosso. A suspensão de importações de carne argentina pelos EUA e as tarifas sobre o Brasil pressionam o setor, que busca mercados alternativos como México e Emirados Árabes. A demanda interna por carne bovina segue firme, mas o impacto das tarifas pode elevar preços ao consumidor em 2026.
  • Feijão e Mandioca: O feijão carioca de alta qualidade mantém preços firmes devido à escassez no mercado nacional, com cotações médias de R$ 350,00/saca, segundo o Cepea. Já a mandioca enfrenta pressão de baixa, com produtores priorizando o plantio e oferta limitada para fecularias, impactada pelo clima seco.

Bolsa de Valores e Ações do Agronegócio:
Na B3, as ações do agronegócio mostram volatilidade em meio às tensões comerciais e incertezas fiscais. A BrasilAgro (AGRO3), uma das principais empresas do setor, fechou o último pregão a R$ 21,56, com uma capitalização de mercado de R$ 2,13 bilhões e um P/L de 9,37. Apesar de um prejuízo de R$ 19,6 milhões no 2º trimestre do ano agrícola, a empresa mantém otimismo com a alta de commodities como soja e cana-de-açúcar, além de dividendos atrativos (R$ 320 milhões anunciados em 2024). Outras empresas, como SLC Agrícola (SLCE3) e 3Tentos (TTEN3), também são destacadas por analistas por sua diversificação e resiliência, embora a bolsa brasileira sofra com a questão fiscal e as tarifas americanas. O Ibovespa, índice que inclui ações do agronegócio, enfrenta sua quarta queda seguida, influenciado por incertezas globais e domésticas.

Impactos Climáticos e Comerciais:
O clima seco no Brasil, especialmente no Sudeste e Centro-Oeste, continua a desafiar o setor, com impactos diretos na produtividade de culturas como café e mandioca. A previsão do tempo para 21 de julho indica chuvas esparsas no Sul, mas condições secas predominam no Centro-Oeste, segundo o Notícias Agrícolas. No cenário internacional, as tarifas de 50% impostas pelos EUA sobre produtos brasileiros, incluindo café e carne, intensificam a busca por novos mercados. A China, que aumentou importações de soja em junho, surge como alternativa, mas a substituição do mercado americano é desafiadora, especialmente para suco de laranja e carne. O dólar, cotado a R$ 5,56, reflete a pressão das tensões comerciais, impactando os custos de insumos importados e os preços internos.

Perspectivas para o Dia:
O mercado agrícola segue volátil, com a soja e o milho sob pressão de fatores globais, enquanto o café se beneficia de preocupações climáticas. No curto prazo, a estabilização do milho e a força do café podem oferecer oportunidades para produtores, mas as tarifas americanas e o clima seco são riscos significativos. Na B3, ações como AGRO3 e SLCE3 são monitoradas por investidores devido à sua resiliência, mas o cenário fiscal e comercial exige cautela. Produtores e investidores devem acompanhar de perto os indicadores climáticos e as negociações comerciais para tomar decisões estratégicas.

Fontes: Informações compiladas a partir de fontes confiáveis como Cepea/Esalq, Notícias Agrícolas, Agrolink, Canal Rural , com cotações e análises atualizadas para 21 de julho de 20

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